• Bianca Moura

Comunicação de dentro pra fora. E de fora pra dentro


Que as redes sociais permeiam a nossa rotina diária de informação e entretenimento, já não é novidade. Agora, o potencial de canais como o Instagram, o Linkedin, o Twitter, o Facebook e até redes mais lúdicas como o TikTok tem para engajar o público interno e se transformar também num dos canais que promove a interação da empresa com os seus profissionais pode estar sendo subestimado pela sua marca.


Sim! As redes sociais podem ser um forte aliado da comunicação interna e já vem sendo utilizadas largamente por várias empresas para estabelecer uma conexão ainda mais próxima com seus talentos, reforçando o alinhamento de informações que podem ter passado despercebidas pelos canais tradicionais de comunicação na empresa e gerando engajamento em campanhas motivacionais.


Esta tendência foi observada antes mesmo da pandemia, quando redes como o Instagram já eram utilizadas pelas corporações para se comunicar com profissionais que estavam fora dos escritórios das empresas, muitas vezes com atuação mais isolada, sendo pouco impactados com os canais tradicionais. Como ferramenta gratuita, acabou se tornando comum ver empresas criando contas fechadas, onde somente um público específico era convidado a participar, aproveitando todas as vantagens de interatividade do canal.

E as páginas abertas para o público em geral das empresas nas redes sociais como Linkedin, Twitter, Facebook ou Instagram também são uma excelente fonte de informação e ponto de impacto da marca com os funcionários. Muitas vezes, mais efetivos do que as comunicações recebidas no sempre tumultuado dia a dia da corporação.


E a solução não poderia ser mais simples e assertiva. Afinal, usar o Instagram e outras redes todo mundo já usa. Além de pessoas, os profissionais seguem e se conectam também com as marcas por meio delas. E, poder fazer parte de mais um ponto de contato com a empresa, com agilidade na divulgação e alcance em qualquer lugar que o profissional estiver, na palma da mão, aumenta muito as chances de tornar o espaço bastante utilizado como fonte de informação e interação com a empresa – afinal, nas redes sociais a gente recebe a informação, mas também opina, marca ou conversa com outro colega. E é aí que tudo se torna muito mais interessante e dinâmico!


E isso sem falar, é claro, das já tradicionais e bastante utilizadas redes sociais corporativas. O principal exemplo de ferramenta já bem-sucedida e amplamente utilizada pelas empresas é o Workplace, ferramenta do Facebook utilizada como rede social interna, espelhando as mesmas funcionalidades da ferramenta mãe para uso exclusivo interno.

Porém, neste caso, estamos falando das redes sociais abertas, sem taxa para utilização, e que possuem já um público muito amplo e fiel. Seja funcionário, cliente, prospect, parceiro ou alguém que admira sua marca, este público já está lá, usando diariamente o canal, aberto para ser impactado pela informação da sua marca.


Vivemos um momento em que os muros da organização não existem mais. Mesmo antes da pandemia, já não era possível conferir às redes sociais uma característica exclusiva de comunicação com o público externo. Afinal, cada funcionário tem sua rede social, pode publicar temas relacionados à empresa (e isso pode ser bom ou ruim, caso não haja a devida orientação interna) e até mesmo marcando o canal oficial da marca.


E justamente pelo fato da delimitação do que é comunicação para o público interno e externo ser uma linha muito tênue, torna-se primordial orientar os funcionários sobre a melhor postura nas redes sociais e estabelecer critérios de confidencialidade. Feito isso, basta estimular o uso das redes, a divulgação das ações internas que merecem ser compartilhadas para a sociedade e depoimentos que deem visibilidade para o orgulho de pertencer das equipes. Isso torna a marca empregadora, dá credibilidade para a empresa e seus produtos e serviços. Ajuda a vender e a empregar os melhores talentos.


Tudo isso com ferramentas gratuitas, de grande alcance, que legitimam as ações de publicidade e propaganda, os projetos de endomarketing e toda a comunicação institucional da empresa. Basta fazer bem feito, com estratégia alinhada com o posicionamento de marca e um planejamento que promova a integração entre os canais, a complementariedade de informações, com o uso correto de cada rede social para transmitir informações ou para gerar interação.


O importante é conectar, manter proximidade, ser relevante. Sem tanta rigidez no que é interno e externo. O que vale é potencializar as ações, fazendo o uso adequado de cada canal.

Bianca Moura Consultora de Comunicação Empresarial e Diretora da BeBold