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Videogames podem dominar o mundo? Talvez já dominaram e você nem percebeu

Por Guilherme Lopes


2020 é o ano para os amantes dos videogames. Marcado como a apresentação de uma nova era de consoles, daqui pra frente vamos ter jogos cada vez mais imersivos, com propostas maiores e, quem sabe, mais inovadoras! E antes do lançamento dos novos consoles, é importante conhecer os jogos que ainda vão marcar o fim dessa era, que estamos vivendo atualmente, era essa que foi recheada de ótimas surpresas. Os jogos mais esperados são:


  • Resident Evil 3 – 03/04 (eu odiava tanto o Nemesis, vocês não têm noção).

  • Final Fantasy 7 Remake – 10/04 (lança logo, por favor).

  • The Last of Us Part 2 – 29/05 (será que meu coração vai aguentar?).

  • Cyberpunk 2077 – 17/09 (pasmem, com Keanu Reeves anunciado como personagem. E já até virou meme na internet).

Qual desses jogos você mais aguarda? Porque, aqui na BeBold, temos uma disputa de ansiedade entre Final Fantasy 7 e The Last of Us Part 2.

Pegando como base esses quatro títulos, é notável o avanço tecnológico que os videogames tiveram nas ultimas duas décadas. Esse avanço possibilitou uma mudança na forma como o entretenimento é consumido. Nos dias de hoje, podemos enxergar, com clareza, a influência de outras áreas dentro do desenvolvimento dos jogos. E também o contrário!


Muitas áreas já incorporam elementos trazidos pelos videogames (até mesmo a publicidade) no seu processo de produção, divulgação e disseminação de informação e conhecimento.



Mas as coisas nem sempre foram assim


Nos anos 80 e 90, os videogames eram enxergados como brinquedos, o que é compreensível, já que a televisão vendia o produto dessa maneira. É só dar uma olhada nos comerciais que eram veiculados, inclusive, o Brasil nos representou maravilhosamente bem. Em 89, tivemos um envolvente comercial do Phantom System: para quem não lembra, tratava-se de um videogame cópia do carinhosamente apelidado Nintendinho (o Phantom System era um console brasileiro, isso explica muita coisa).


Confira o comercial logo abaixo, mas, se estiver com preguiça, aí vai um resumo: é uma recriação do filme Jumanji, com o Robbin Williams =D


Como as coisas mudaram tanto?


Nos anos 90, os videogames ainda eram taxados como brinquedos (e tem gente que faz isso até hoje, mesmo ele lucrando mais que a indústria do cinema). Muito por conta da era dos 8bits e dos gráficos pixelizados. Grandes lançamentos eram recorrentes, mas nada que fizesse o mundo parar (mas se você for um terraplanista, o mundo está sempre parado, então ignore essa analogia, rs) para observar com mais atenção. Clássicos como Super Mario World, Donkey Kong Country, Final Fantasy 5 e Doom impressionaram na época por conta da qualidade gráfica, riqueza de conteúdo e complexidade de suas mecânicas. Mas foi com o lançamento do Playstation que as coisas começaram a mudar, e MUITO!


Aliás, qual foi o console que marcou a sua infância? Porque o meu foi o primeiro Playstation. É a lembrança mais feliz que tenho, das frias manhãs jogando Harvest Moon e Final Fantasy.

O Playstation chegou no mercado de forma meteórica (e não, eu não sou sonysta), um videogame que ninguém achava precisar até ele começar a existir. A capacidade de armazenamento do console era impressionante – ele inovou em tantos sentidos que os jogos que surgiram iam se tornando cada vez maiores, lucrativos e caros! Um grande exemplo disso é o clássico Final Fantasy 7. Usando como base os dias de hoje, o preço de produção do rpg da Square Enix chegou à casa dos U$ 126 milhões de dólares. E o sucesso foi tão grande que ainda neste ano teremos um remake, que promete ser tão grandioso quanto ele já foi!

Com o passar dos anos, o mercado foi crescendo e se tornando cada vez maior. E é bem mais fácil atrair talento e investimento quando os negócios vão bem. Antes, os videogames eram influenciados por filmes, e muitos jogos baseados em filmes eram lançados. No presente, os papeis se inverteram – filmes e séries surgem aos montes, baseados em jogos de grande sucesso. Como The Witcher (tudo bem que é baseado nos livros, mas foram os jogos que fizeram os livros se popularizem ainda mais), Warcraft, Resident Evil, Prince of Persia, Tomb Raider, Silent Hill, Pokemon: Detetive Pikachu, The Last of Us (ainda vai lançar, mas merece ser citado) e o recém lançado Sonic.


Hoje em dia, o desenvolvimento de um jogo chega a ser mais caro que os custos de um filme do alto escalão de Hollywood. Para fazer uma simples comparação, GTA 5 foi um dos grandes lançamentos do ano de 2013. A produção, juntamente com o marketing, chegou a aproximadamente U$ 266 milhões de dólares. Enquanto o filme Avatar (2009) custou cerca de U$ 265 milhões. Ambos fizeram um sucesso estrondoso, mas vale dizer que GTA 5 investiu em uma campanha de marketing colossal, tanto que fez o jogo bater recordes de venda, quase triplicando o valor de produção – detalhe que esse valor foi triplicado apenas no terceiro dia do lançamento! E um caso muito interessante, no qual o marketing influenciou diretamente no sucesso do jogo, foi Destiny. Lançado em 2015, o jogo custou cerca de U$ 500 milhões de dólares e, na época, registrou mais de 200 milhões de jogadores. Uma marca impressionante!


E como funciona o marketing nos videogames?


É normal também ao longo do jogo você ver marcas sendo divulgadas. Em Splinter Cell: Chaos Theory, a Nokia colocou sua marca nos aparelhos de tecnologia utilizados no jogo, fazendo a inserção de forma natural. Em Final Fantasy 15, a Cup Noodles recebeu um destaque enorme, já que você pode encontrar no meio da cidade um carrinho todo customizado e ainda comprar Cup Noodles e comer no seu acampamento, detalhe que um dos personagens da história é apaixonado pelo macarrão e vive chamando você (jogador) para fazer missões com ele envolvendo o tema (isso que é amor verdadeiro).


E para vender videogames basta se destacar, cada console tem suas características em especial, mas o que dá vida a eles são os jogos. A nova era terá um preço de produção, por console, acima do preço que será vendido, mas esse valor será compensado com os jogos que serão lançados. E para um jogo se destacar e lucrar, ele precisa conhecer seu público. Assim como no caso da Nokia, a Axe aproveitou a oportunidade e inseriu seu produto no mesmo jogo vendo que ele era muito jogado por homens de 18 a 34 anos.


Além do produto-chave (o disco ou cartucho), as pessoas buscam imersão, querem fazer parte daquelas histórias. Então é muito comum encontrarmos animações, livros e EVENTOS específicos que expandem o universo do jogo. Sempre que abro alguma rede social sou bombardeado por propagandas sobre videogames.


Eles sabem como nos encontrar!


Existem tantas campanhas incríveis para os videogames, cases em que as coisas deram muito errado (Daikatana) e outros que foram muito bem! A campanha de Death Stranding, que conta com Norman Reedus e outras estrelas no elenco de personagens, foi incrível. Temos também Call of Dutty Ghosts, que investiu pesadamente na campanha de marketing, tanto que vendeu “zilhões”, mas, por outro lado, recebeu duras críticas dos especialistas quanto ao produto entregue.


Hoje as pessoas buscam narrativas mais maduras e/ou bem desenvolvidas, gráficos realistas (ou um estilo gráfico único) e personagens envolventes – é muito fácil encontrar seu espaço como jogador dentro da indústria.


  • É um jogador mais casual? Então, jogue Mario ou Stardew Valley.

  • Gosta de shooters? Call of Dutty, Batlefield ou Rainbow Six.

  • Prefere narrativas mais intensas? The Last of Us ou Red Dead Redemption 2.

  • Ama RPG’s (assim como esse ser que está escrevendo isso)? Final Fantasy 7, Darksouls, The Witcher 3 e por aí vai.


São inúmeros títulos, personagens e histórias a serem conhecidos. E tudo isso foi moldado e impulsionado pelo marketing. A maneira como se vende videogames é diferente e estamos perto de mais um marco histórico, o lançamento da nova geração!


Quais serão as grandes novidades que nos esperam?


Para um garoto de 10 anos que jogava Resident Evil 4, em uma televisão de tubo, e se questionava se os gráficos daquele jogo eram ou não mais bonitos que a vida real, qualquer coisa pode ser grandiosamente surpreendente!

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